O convívio com o Jaguar XJR estava a ser o pior possível…. detestava o carro, gastava horrores em combustível e era um carro que atraía demasiadas atenções (mais más que boas)!
Assim sendo, e com o Jaguar em processo de venda desde o momento em que me tinha sido atribuído um Peugeot 307 Break 1.4HDi na empresa onde trabalhava, continuava a precisar de um ‘segundo’ carro que pudesse desempenhar um papel de carro ‘familiar’, sem no entanto deixar de ter algum ‘cool factor’! 🙂
Consultado o stand de confiança, apareceu uma boa oportunidade, num segmento para mim até então desconhecido…. os SUV!
Esta é a história de um carro (jipe) que deixou saudades… um Jeep Grand Cherokee 3.1TD Laredo de 1999, tb conhecido por, 46-13-OI!

 

O Jeep veio para as minhas mãos com pouco mais de 90.000km, com livro de revisões completo e apenas um proprietário. A côr não era propriamente a minha predilecta, mas é daquelas coisas de que se aprende a gostar com o tempo 🙂
A versão ‘Laredo’ era a menos equipada, por oposição à recheadíssima ‘Limited’, mas o meu modelo contava com estofos em pele (preta) como ‘extra’.
Na parte ‘familiar’ é daqueles carros que cumpre na íntegra! Muito espaçoso e muito mais confortável do que o inicialmente esperado! A mala, sem ser tipo ‘assoalhada’, chega e sobra para as encomendas… O AC manual era muito eficaz e o sistema de som Infiniti (de série) era uma bomba!… rapidamente percebi porquê! 😉
A construção era boa sem ser ‘ideal’ e só alguns plásticos menos ‘felizes’ denunciavam as origens americanas do Jeep.

 

O motor diesel VM de 5 cilindros com 3.1litros, debitava uma potência máxima de 140cv e um generoso binário de 384Nm (líder da classe na altura), o que muito facilitava a vida à lenta e ultrapassada caixa automática de 4 velocidades… bom, era mais de 3 + ‘overdrive’…
O nível das prestações, e para um jipe de quase 2 toneladas, era muitíssimo satisfatório, ultrapassando claramente a concorrência (Land Cruiser, Frontera, Pajero, etc) nesse aspecto, quer em acelerações, quer em velocidade máxima (fazia 180 com relativa facilidade)!
Onde provavelmente ficava a perder era nos consumos, pois 14 litros/100 com o ‘cruise’ ligado a 130/140, não eram nada apelativo!!
O motor de 5 cilindros tinha um som rouco e grave mas….. demasiado alto!!! Daí ser compreensível a necessidade de um bom hi-fi a bordo para ‘disfarçar’ os decibéis debitados pelo 3.1TD 🙂
Longe de ser desagradável, o som proveniente do motor só se tornava mais ‘presente’ em viagens longas, em velocidade estabilizada, ganhando contornos de ‘zoada’ se o ponteiro pendesse para os 150/160…

 

A condução do Jeep era extremamente leve e fluída e, graças a uma boa brecagem, as manobras de estacionamento e a condução em cidade não eram, de todo, um problema!
Tirando uma irritante fuga de àgua no radiador que acabou por obrigar à sua substituição (a cobro da garantia do stand), e uma troca de pneus por outros de melhor qualidade (equipado com ‘Marshall’ quando me chegou às mãos), não incorri em despesas de maior para além de revisões regulares e gasóleo (muito)….
Por falar em irritante, esqueci-me de mencionar o facto de este carro estar sujeito ao pagamento da classe 2 nas portagens, sendo, em alguns casos, mais do dobro da classe 1!
Não me vou alongar sobre a idiotice que são os critérios que decidem o que é classe 1 ou 2, mas para terem uma ideia; Lisboa-Porto-Lisboa em classe 2 custa quase Eur100,00!!!